Thursday, October 22, 2026

New book casts a humorous eye on Macau’s Covid years and oddities

 out26

For Macau-based journalist Nelson Moura, the city’s pandemic years evoke an unrelenting cycle of Covid tests,quarantines, and official slogans. But they also recall the absurdities, unexpected solidarity, and flashes of dark humour that helped residents endure an extraordinary period.

Those competing realities underpin Let’s All Persevere — Covid, Gaming and Other Macau Oddities, a new collection of 75 chronicles written by Moura, a contributing editor at Macau Business magazine and former Macau News Agency editor-in-chief, as events unfolded between February 2020 and July 2023.

Originally published as opinion columns by Macau News Agency and its affiliated publication, Macau Business, the pieces document a period of profound disruption in a city whose economy depended heavily on the flow of tourists and casino gamblers. The collection also looks beyond the pandemic to examine the economic, social, and political developments reshaping Macau at the time.

“I wanted to preserve the humorous and fun parts of those strange days, so that in the future we can go back, read them and laugh again,” Moura told MNA. “It might be a good lesson for the next pandemic.”

The book was launched on Wednesday evening at the Rui Cunha Foundation’s headquarters at an event attended by Moura, who now works for Portuguese news agency Lusa, and José Carlos Matias, director of Macau Business and MNA.

Published by the International Institute of Macau (IIM) in partnership with Macau Business and with support from the Macau Foundation, the book features a cover by Portuguese illustrator Afonso Castro.

An unlikely historical record

Moura began considering the project after revisiting one of his old columns last year and realising that Macau’s experience of the pandemic had generated relatively little public discussion or published reflection. “I thought it would be interesting to collect these articles and publish them as a kind of historical record,” he said.

Nelson Moura

Revisiting the pieces brought home just how extraordinary the period had been. The repeated nucleic acid tests, strict border controls, quarantines, and climate of social suspicion can now seem almost implausible, even to those who experienced them.

“When I read these articles now, it is hard to believe that these things even happened,” Moura said. “I think the pandemic left a permanent mark on everyone who went through it.”

Still, he didn’t want the collection to focus exclusively on anxiety and disruption. The crisis also produced acts of empathy, solidarity, and mutual assistance that helped residents navigate the uncertainty. “That is one of the reasons I wanted to publish the book: to remember some of the positive things that emerged from those difficult times,” Moura said.

Absurdness

The title borrows from one of the public health slogans repeatedly used by the Macau government during the pandemic,though Moura deploys it with deliberate irony. Humour and satire offered a way to scrutinise official policies and social behaviour while making an otherwise grim period easier to process, he said.

Macau, in Moura’s telling, is particularly fertile ground for the unusual and absurd. Its combination of casino wealth,small-town familiarity, political and social sensitivities, and occasional eccentricity can produce episodes that would appear implausible almost anywhere else. As an example, he offered a story of a casino junket agent being arrested for selling counterfeit almond biscuits hidden in the boot of a Grand Prix car.

“Macau is a ridiculous place, with lots of ridiculous things happening all the time, which provides great content for humour,” he said. “Satire has always been an important part of Macanese culture.”

The reference to “other Macau oddities” in the subtitle captures those moments, though Moura acknowledged that defining a distinctly local oddity can be difficult. Having lived and worked in Macau for a decade, he has tried to retain an outsider’s eye for the city’s peculiarities. Long-term residents, he said, can become accustomed to events that might strike a newcomer as extraordinary.

Liberty and resilience

The pandemic also reshaped Moura’s understanding of Macau and the balance between public safety and individual rights. The experience showed how quickly civic freedoms could be restricted in the name of collective welfare, with residents having limited scope to challenge the measures, he said.

Yet the period reinforced a more personal lesson: people retain some control over how they respond to circumstances they cannot change. “We all saw how people across the city tried to make the best of it [during the Covid period],” he said. “I took that lesson [from the pandemic], and I still use it today.”

The collection also offers readers a chance to con

front the lingering psychological effects of the Covid years. Moura hopes the distance provided by time — together with the book’s humour — will make the experience easier to revisit.

“Hopefully, it won’t make it worse,” he added.

The book is now available from the International Institute of Macau, with details of further distribution through bookshops to be announced.

https://macaubusiness.com/new-book-casts-a-humorous-eye-on-macaus-covid-years-and-oddities/


Tuesday, September 22, 2026

Os salários de entrada continuam abaixo dos níveis pré-pandemia

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Os salários de entrada continuam abaixo dos níveis pré-pandemia e a função pública tornou-se refúgio de estabilidade para os jovens. “Quando os salários permanecem estagnados enquanto o horário ou a carga de trabalho aumenta, as pressões psicológicas e financeiras sentidas pela população irão inevitavelmente agravar os sentimentos sociais negativos”, avisa o doutorando em Políticas Públicas na Universidade Politécnica de Macau, Ben Wong. Apesar da recuperação dos principais indicadores macroeconómicos após a pandemia, a evolução não tem sido uniforme entre os diferentes segmentos do mercado de trabalho. Ben Wong observa diferenças significativas entre os salários das funções de base e os setores com remunerações mais elevadas. “Temos observado que, no setor bancário – que emprega uma força de trabalho significativa -, alguns bancos implementaram congelamentos salariais, com os salários de entrada a descerem mesmo abaixo dos níveis anteriores. Isto indica que a economia ainda não recuperou totalmente e apresenta até sinais de uma descida continuada”. Segundo o académico, os salários de funções como “segurança e limpeza situam-se atualmente entre as 10 mil e as 12 mil patacas, abaixo dos níveis anteriores à pandemia”. Nos setores do “Jogo, comércio a retalho e serviços, as remunerações médias oscilam entre as 20 mil e as 28 mil patacas”, valores “superiores ao rendimento mediano global”. Mesmo nos setores onde os salários recuperaram, a situação dos trabalhadores continua marcada pelo “aumento da carga laboral”. Wong aponta que “embora setores como o turismo e o Jogo estejam a esforçar--se por recuperar os salários para os níveis anteriores à pandemia, a carga de trabalho aumentou. Um departamento que no passado poderia ser assegurado por cinco pessoas é agora gerido por quatro, partilhando a mesma massa salarial total”. Para o académico, esta realidade reflete uma atitude de expectativa das empresas perante as perspectivas do mercado: “A falta de confiança leva as empresas a manter apenas os níveis básicos de pessoal”, em vez de “expandirem os investimentos”. “Quando os salários permanecem estagnados e o horário ou a carga de trabalho aumenta, as pressões psicológicas e financeiras sentidas pela população irão inevitavelmente agravar os sentimentos sociais negativos”, diz ao PLATAFORMA. ÍNDICES SALARIAIS COMO MARCADOR SOCIAL A instabilidade do setor privado e as dificuldades de progressão profissional estão também a influenciar as escolhas dos jovens, com a função pública a surgir como uma opção de maior estabilidade. tabilidade da economia de mercado, a estabilidade do sistema da função pública está a intensificar esta contradição”. Para Wong, a forte concorrência nos “concursos da função pública revela que os jovens se sentem inseguros e perdidos quanto às perspectivas do mercado quando escolhem uma carreira”, para procurar estabilidade. O académico aponta o desenvolvimento de Hengqin como uma possibilidade para diversificar as oportunidades profissionais. Considerando os custos relativamente mais baixos de “vida e emprego” na região, defende a criação de postos com “salários ligeiramente abaixo do segmento de 新聞局 GCS uma redução das quotas sem um mecanismo claro de saída poderá provocar uma “perda para os três lados”: as empresas podem “perder competências técnicas necessárias”, os trabalhadores “locais podem não conseguir preencher de imediato determinadas vagas especializadas” e a “ausência de regras claras pode afetar a confiança nas políticas públicas”. Wong defende, por isso, um “mecanismo de saída” de trabalhadores não-residentes “transparente”, acompanhado por dados detalhados sobre a distribuição destes trabalhadores pelos diferentes setores, obrigando as “empresas com uma proporção excessivamente baixa de trabalhadores locais a enfrentar a pressão social e a ajustar-se proativamente”. O académico identifica mesmo uma tendência para os índices salariais da função pública serem utilizados como referências para distinguir “posições sociais”. Wong compara o fenómeno à forma como “Hong Kong estabelece diferenças sociais entre quem vive em habitação pública e quem vive em habitação privada”, considerando tratar-se de uma expressão de uma “mentalidade de classe”. “Embora Macau ainda não tenha assistido a uma polarização evidente, existe uma tendência gradual nesse sentido. Tendo em conta a atual insrendimentos elevados de Macau, mas superiores aos das PME em geral”, abrindo alternativas para funções de gestão intermédia. REGRAS CLARAS PARA TNR A pressão sobre os salários tem também alimentado o debate sobre os trabalhadores não-residentes (TNR). Wong considera que, durante uma fase de “abrandamento económico, a ansiedade da população pode facilmente ser direcionada para esta força de trabalho”. O académico alerta, porém, que REFORÇAR A CONFIANÇA A tendência de descida dos salários de entrada e do rendimento mediano é, para Wong, sobretudo um reflexo da “confiança das empresas no mercado”. Macau “depende fortemente de uma indústria de serviços orientada para a exportação. Durante os anteriores períodos de expansão económica, as empresas estavam dispostas a pagar salários elevados para contratar talento; agora, tendem a reduzir custos e a otimizar recursos”. O académico considera que a situação comporta “um risco de um ciclo vicioso”. Embora a “descida dos salários não seja drasticamente evidente – funcionando mais como um regresso a uma situação em que já não é necessário ‘roubar’ talento -, as exigências das empresas em relação aos trabalhadores estão a aumentar cada vez mais. Isto elimina indiretamente um grupo de pessoas menos capazes. Se esta falta de confiança persistir, irá desencadear problemas mais amplos”. Perante este cenário, defende que a diversificação económica seja acompanhada por “políticas que apoiem a transição das empresas” e, sobretudo, por medidas capazes de “reforçar a confiança”. “A despesa financeira pública e as políticas de bem-estar não devem, de forma alguma, ser reduzidas. Devem ser introduzidas medidas mais favoráveis para aumentar a sensação de bem-estar dos cidadãos, o que, por sua vez, contribuirá para melhorar o ambiente socioeconómico global”, conclui

Plataforma 18/9/26

Sunday, August 30, 2026

Hotéis de Macau registam maior ocupação até julho desde antes da pandemia

 ago26


Os estabelecimentos hoteleiros de Macau registaram a maior ocupação média para os primeiros sete meses do ano desde antes da pandemia de covid-19, de acordo com dados oficiais.


© Shutterstock

Lusa
29/08/2026 10:50 ‧ há 1 dia por Lusa

Economia

hotéis

ADireção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) da região semiautónoma chinesa anunciou na sexta-feira que 90,6% de todos os quartos dos hotéis e pensões da região chinesa estiveram reservados entre janeiro e julho.

 

Além de representar um aumento de 1,2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, a ocupação média foi a mais elevada para os primeiros sete meses do ano desde 2019.

Os estabelecimentos hoteleiros de Macau já tinham fechado o ano passado com uma ocupação média de 89,4%, o valor mais elevado desde antes do início da pandemia.

Os hotéis e pensões do território estiveram mais cheios apesar de terem tido menos hóspedes entre janeiro e julho, 8,37 milhões, uma queda homóloga de 1,4%.

A redução sentiu-se, sobretudo, nos principais mercados de origem dos turistas - China continental e a vizinha região de Hong Kong - enquanto o número de hóspedes internacionais subiu 12,2% para 753 mil.

No final de julho, Macau tinha 149 hotéis e pensões, um máximo histórico, disponibilizando cerca de 45.300 quartos, mais 100 do que um ano antes, referiu a DSEC.

No entanto, no espaço de um ano, os estabelecimentos hoteleiros da cidade passaram a poder albergar apenas 118 mil hóspedes em simultâneo, menos 2.100 do que em julho de 2025.

No mês passado, a Direção dos Serviços de Solos e Construção Urbana de Macau disse que estava a ser construído um novo hotel, com um total de 131 quartos, e em fase de projeto mais 11, que poderão disponibilizar 1.369 quartos.

Um fator que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte homólogo nos preços médios até junho, de 2,7% para 1.287 patacas (137 euros), de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais.

Segundo o relatório da Direção dos Serviços de Turismo, a maior redução registou-se nos hotéis de quatro estrelas, cujo preço médio caiu 5,1% para 1.011 patacas (108 euros).

Em 2025, os estabelecimentos que fazem parte da Associação de Hotéis de Macau já tinham cortado em 3,5% os preços médios.

A região recebeu nos primeiros sete meses 24,5 milhões de visitantes, mais 8% do que no mesmo período de 2025. No entanto, 61,2% dos visitantes (15 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade.

O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 7,3% em 2025, para duas mil patacas (cerca de 213 euros).

Mas na primeira metade deste ano a despesa 'per capita' dos turistas não relacionada com o jogo subiu 7,8% em termos anuais para 2.123 patacas (226 euros).